sábado, 12 de novembro de 2011

Economize Água

Individualização do consumo de água
 
Da promessa de economia de, no mínimo, 20% dos gastos com água ao aumento da conscientização ecológica e da sustentabilidade, muitos são os motivos que estão levando a uma crescente procura pela individualização da medição do consumo de água. Um deles é que já se sabe que a individualização é um item de valorização para os imóveis, atualmente da ordem de 15%, com tendência de alta. Outro é a vasta oferta de soluções cada vez mais completas que englobam desde a apresentação do projeto em assembléias para a aprovação dos condôminos até a implantação de sistemas e tecnologias de medição.


Segundo especialistas, a tendência já verificada há alguns anos em diversos outros países é a utilização da tecnologia de radiofreqüência em função da facilidade de instalação dos equipamentos, da confiabilidade na transmissão dos dados de leituras e, principalmente, da garantia a médio/longo prazos de exigências menores quanto à manutenção.

Neste sistema, mesmo que os medidores estejam dentro das unidades, a obtenção dos dados de consumo é feita remotamente, o que garante a privacidade e a maior segurança para os condôminos. "Sabemos que, dependendo das características de construção dos condomínios, as leituras dos consumos registradas nos medidores somente serão realmente confiáveis se feitas por meio de um sistema efetivamente remoto. Algumas tecnologias, por exigirem a presença de um funcionário nos arredores do condomínio ou eventualmente em suas áreas comuns, não são tão confiáveis e ainda expõem pessoas e o patrimônio a riscos desnecessários", destaca Marcos André Santos, Diretor Geral de uma das empresas de medição individualizada com maior experiência no mercado.

Os sistemas de medição individualizada de água oferecidos aos condomínios, sejam quais forem, devem possuir certificados de homologação dos órgãos oficiais INMETRO e ANATEL. Os equipamentos devem vir obrigatoriamente acompanhados de etiquetas e selos de identificação com os logos dos órgãos e números dos certificados para garantir aos condôminos a confiabilidade das leituras e, obviamente, serem instalados por empresas devidamente qualificadas e reconhecidas pelas concessionárias.
No entanto, a escolha do sistema é um passo seguinte. Antes disso é preciso que o prédio tenha as suas instalações hidráulicas adaptadas para a medição individualizada. O que conta para a viabilidade da solução é o número de prumadas (colunas d' água) e a sua distribuição, informação que impacta de forma decisiva na definição do custo final da implantação. Obras para unificar as prumadas, com os acabamentos necessários, devem ser tecnicamente analisadas, preparadas e assinadas por um profissional (engenheiro) responsável, ou seja, podem custar caro. Embora custos e transtornos sejam comuns em uma troca de prumadas, elas vêm sendo feitas em edificações mais antigas. O que deve ser pesado é a relação custo/benefício.

Para o arquiteto Renato Giro, é preciso pesar bem esta questão, considerando-a a partir de um estudo de viabilidade que deve anteceder qualquer tomada de decisão, especialmente as de maior impacto para o condomínio. "Tecnologia ilude. O que importa é ser a mais avançada? Não. Só é válida a que é adequada. De nada vale individualizar medição sem individualizar a responsabilidade. Se a cobrança de água continuar em uma única inscrição junto à Cedae, o ônus de desperdícios pode continuar sendo da comunidade. É importante estar atento a cada detalhe e focado nas reais necessidades e possibilidades do condomínio", alerta.

Segundo a assessoria de comunicação da Cedae, o importante é que os hidrômetros estejam na entrada do prédio. Se isto for feito, a Concessionária fará a inscrição de cada um e emitirá a cobrança individualizada para cada morador.

Mas nem tudo está perdido caso a estrutura física ou financeira do prédio não seja compatível com a medição individualizada. O arquiteto chama a atenção para o fato de que há muitas ações voltadas para a economia de água, mais simples, de menor custo e com bons resultados. "A captação da água de chuva é um exemplo. Pelas características estruturais das edificações já construídas, ela costuma ser viável e de baixo custo para a maioria", cita. Uma campanha junto aos moradores é fundamental. Eles devem ser alertados para as perdas com os desperdícios e os ganhos com a substituição de equipamentos por outros mais econômicos, como os vasos sanitários com caixa acoplada e as torneiras com sensores. Informação faz toda a diferença, basta lembrar o quanto se conseguiu com as campanhas contra o apagão. "A mudança de atitude de cada um é mais importante, pois sistemas e tecnologias de nada adiantarão se não houver a participação de cada indivíduo em prol da coletividade", enfatiza.


Exemplo de solução efetiva e completa


Roger Mann, síndico profissional, administrador de oito condomínios e de um apart hotel, pesou bem a questão custo/benefício antes de conseguir levar, com sucesso, a medição individualizada de água para um destes empreendimentos. Avaliou qual a realidade de cada prédio, o quanto o retorno iria impactar o gerenciamento do item água no orçamento e, é claro, o quanto os seus condôminos são mais ou menos conscientizados para a questão ambiental.

Ele vinha acompanhando a tentativa de regulamentação de uma lei sobre o tema e confia que ela ainda virá: "Sempre tive isto como questão de justiça e redução de custo porque acaba que o administrador fica com a culpa de um custo alto de condomínio que, na realidade, camufla os desperdícios fora do seu controle", considera.

Para selecionar uma empresa, a que oferecesse a melhor solução, Roger foi pesquisar entre as que detêm mais experiência no país. "Fechei com a que me abriu a possibilidade de ver o seu trabalho já realizado", conta. O síndico foi para São Paulo e conheceu a sede da empresa, clientes e, especialmente, prédios de mesmo nível dos que administra. Todo este cuidado foi importante, pois com clientes exigentes, receava ter dificuldades caso não ficassem satisfeitos com os resultados. "Se o sistema interferisse na pressão da água ou na gestão da cobrança da conta de água, teria problemas. Por isso fui ouvir quem já estava utilizando a solução e escolhi pelo grau de satisfação dos clientes com o pós-obra", explica.

A empresa responsabilizou-se desde a obra de engenharia para a instalação até a implantação do software de gerenciamento e a manutenção do controle de cobrança. "A medida trará paz porque existem diferenças de consumo no prédio: um tem banheira, outro piscina, outro nenhum destes aparatos, mas tem família de 6 pessoas, enquanto em outra unidade há só um casal e na outra alguém vive sozinho. Depois, estamos na época do "ecologicamente correto". Muitos no mundo já vivem com sede e este problema vai se agravar", alerta o síndico que ainda faz questão de mandar um recado: "Vale uma chamada de consciência para o Conselho Nacional de Engenharia para as instalações hidráulicas em construções novas, que são entregues ao mercado já ultrapassadas, sem considerar nenhum dos avanços em prol da economia de água. Prédios novos são entregues inviáveis para a individualização, por exemplo, em uma visão nada ecológica", protesta.

O síndico tem razão. O problema da água não diz mais respeito apenas a seu custo alto, mas também à escassez iminente. E isto exige que todas as soluções sejam buscadas. Uma, certamente, atenderá à realidade do seu condomínio e à do planeta. 

Fonte:http://www.lowndes.com.br
Revista LOWNDES REPORT

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